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DALLE COÑO DALLE

En Miño a velas vir

Na complexidade de saber SOBRE A INTERRUPZÓM VOLUNTÁRIA DA GRAVIDEZ, OU A ESCASSA ATENCIÓN NO SERGAS A nível galego assitimos atónitas as mulheres galegas a escassa atención por parte do SERGAS das interrupzóms Voluntárias da gravidez. O actual marco debujado pela Lei Orgánica 9/1985, do 5 de Julho, que a data de hoje é insuficiente e é incapaz, ao tempo que constrinje os direitos das mulheres a decidir sobre o seu próprio corpo, tem na nossa Nazóm uma aberrante caricatura do que en outras latitudes do estado espanhol tenhem as mulheres que “decidem” interromper a sua gravidez. Hoje uma mulher en Galiza que deseje interromper a sua gravidez, acudirá ao seu Centro de saúde, ao doutor/a de cabeceira quen a derivará ao COF, Centro de Orientación Familiar. A primeira estraneza é que nos derivem ao COF, em tanto que é orientación familiar, e já tem um certo deije conductista, que semella uma prática maternalista, tanto polo que é de orientación á mulher que já sabe o que deseja fazer, como familiar que é o que nom deseja. Todo isto é comprenssíbel pola L.O. 9/1985 que tam só conclue, restringe, a tres supostos a interrupcióm da gravidez, por saúde e perigo pra a mae, por ser o embarazo froito dum acto delitivo, por que o feto poida ter graves taras. E uma vez máis, onde fica a nossa sobernana vontade? Onde fica a libre decissóm? Somos as mulheres tuteladas pouso da época franquista? Se todo vai bem, co visto e praze da professional psicóloga que nos recebeu, entóm enviaram-nos a un Centro de saúde privada, concertada co SERGAS, na que nos sentiremos gando, já que é nula a atenzóm que ai se dá. E isso será assim, se estamos de 12 semanas ou menos. E se estamos com máis? Pois toca saír além do Piornedo, em geral, a Madrí, na busca e procura dum servizo que dea esta prestazóm roubada em Galiza. Em Madrí, prévio pagamento, arrumará uma Clínica. Quizais uma melhor ca outra, mais si que tem. Quando voçê chegue da Clínica Privada cum protocolo de seguimento das atenzóms médicas que debe ter, arrumará, esta vez sim, a porta do SERGAS pechada. A razóm se voçê foi a uma clínica privada vaia a uma outra privada já que o SERGAS nom vai atender. Solicitará cita, e darám, como já é conhecedora, para dentro de 8 ou 10 messes. Mádia leva!! E que fai o SERGAS? Anúnciou o 18 de setembro a Secretária Geral da Consellaria de Sanidade, Dna. Pilar Fernández Romero na sua intervenzóm na Comissóm 5ª do Parlamento da Galiza que no ano 2009, no segundo trimestre, todas os Hospitais públicos galegos oferecerám e realizarám o processo da interrupcióm voluntária da gravidez. Voluntária quando podemos elijir librevemente só entre tres supostos?? Que medo há se a competéncia é plena em sanidade ter uma legislazóm nom fechada? Pois bem, falta valentia, coragem de saber que se o SERGAS quer pode, que nom somos pessoas com anceios de fazer perse uma interrupcióm da gravidez, mais que quando o plantejamos é consciente da nossa decissóm. E desculpem a minha, a nossa decissóm é soberana, se nom é na Casa Parlamentar é-a no meu próprio corpo, é de justiza, mais nada. Abonda de tanta hipocresia, de tanto verniz castrador e castrante, dessa ráncia tradizóm judeucristiá, se o corpo é nosso, nós decidimos e nenguma outra pessoa é quen de avaliar as nossas decissoms. O 18 de setembro do 2008 a Secretária Geral da Consellaria de Sanidade, Pilar Fernández Romero, compareceu na Comissóm 5ª do Parlamento de Galiza, onde informou que, no segundo semestre do 2009, todos os hospitais públicos galegos realizarán o proceso de interrupzóm voluntária do embarazo. Se o corpo é nosso, nós decidimos!! A administrazóm é responssábel das incleméncias que uma mulher gravida que deseje interromper a sua gravidez arrume tantos atrancos. Laura Bugalho

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